Dossiê: Noite Oficial dos OVNIs - 19 de Maio de 1986


Na noite do dia 19 de maio de 1986, por cerca de três horas, mais de 20 objetos voadores não identificados surgiram nos céus de quatro Estados brasileiros -- Goiás, São Paulo, Rio e Paraná--, despertando a atenção da Aeronáutica.

Os radares do Cindacta I (Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo) captaram a presença dos objetos. A FAB (Força Aérea Brasileira) enviou caças Mirage e F-5 para interceptar e perseguir os invasores.

Os objetos de origem desconhecida se movimentavam em altas velocidades, passando de 250 a 1.500 km/h em fração de segundo, sem causar o boom característico, mudavam de cor, mudavam de trajetória, subiam, desciam, sumiam instantaneamente do radar e apareciam, aos olhos do observador, em outro lugar, acompanhavam os aviões, ficavam parados, faziam ziguezague, causaram a interrupção do tráfego aéreo em várias áreas, saturaram os radares, causaram interferências nos equipamentos dos aviões a jato, faziam curvas em ângulos retos (90°) em altíssimas velocidades, sem deixar rastros como as aeronaves convencionais. Isso tudo foi informado oficialmente, e deve ser menos de 20% do que realmente aconteceu.

A notícia foi primeira página nos principais jornais e destaque nas emissoras de TV.Chamado de "a noite oficial dos óvnis", o evento foi reconhecido pelos militares. O brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, ex-ministro da Aeronáutica, confirmou os eventos em entrevista coletiva à imprensa no dia seguinte.






Jornal O Estado de São Paulo - 22 de maio de 1986

A ORDEM DOS FATOS

20:50 horas – O operador da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos observa, por binóculo, dois pontos luminosos. A torre pede ao comandante Alcir Pereira da Silva, que viajava com o coronel Ozires Silva, que fizesse uma busca visual do OVNI.

21:10 horas – Sinais luminosos são vistos pelo comandante Alcir e pelo coronel Ozires Silva.

21:14 horas – O controle de radar de São Paulo recebe sinais sem identificação.

21:15 horas – O controle de radar de São Paulo informa o Centro de Tráfego Aéreo de Brasília.

21:20 horas – Brasília confirma a presença de sinais no radar.

21:23 horas – O primeiro jato F-5E sai da Base Aérea de Santa Cruz, Rio de Janeiro, rumo a São José dos Campos (tenente Kleber Caldas Marinho).

22:45 horas – O radar de Anápolis, a 50 km de Goiânia, detecta os sinais e o primeiro Mirage levanta vôo em busca dos OVNIs (capitão Armindo Souza Viriato de Freitas).

22:50 horas – O segundo jato F-5E levanta vôo (capitão Márcio Brisola Jordão).

23:15 horas – O tenente Kleber vê bolas de luz pela primeira vez e começa a perseguir os OVNIs.

23:17 horas – O segundo Mirage levanta vôo em Anápolis.

23:20 horas – O F-5E detecta, pela primeira vez, sinais pelo radar de bordo.

23:36 horas – O terceiro Mirage levanta vôo da base de Anápolis.



Mas no meio oficial, comentou-se muitas coisas que não foram mencionadas nos depoimentos, tais como: quando o F-5E era seguido por treze OVNIs, o piloto fez um looping para ficar de frente com tais objetos, o que não foi possível pois os objetos também fizeram o looping com o avião. Comentou-se que um objeto veio em alta velocidade e, de repente, parou bem à frente do avião, em rota eminente de colisão, saindo em seguida, a toda velocidade, deixando o piloto totalmente apavorado.

Considerando-se apenas as informações oficiais, esses fatos só podem ser explicados dentro do contexto do fenômeno UFO ou simplesmente disco voador. O que importa é a origem desses objetos, provavelmente extraterrestres, e a sua tecnologia indiscutivelmente muito avançada e totalmente desconhecida pelos cientistas do planeta Terra.

Nossas autoridades da Aeronáutica não souberam explicar o que eram esses objetos, limitando-se a dizer que só podem dar explicações técnicas, e essas explicações eles não as têm. Foi formada uma comissão de estudos para analisar os fatos, e a conclusão certamente jamais será do conhecimento público. De certa forma, de positivo ficou o fato da Aeronáutica brasileira reconhecer publicamente que o nosso espaço aéreo é invadido constantemente por estranhos objetos de origem desconhecida.

Na ufologia mundial há milhares de casos, riquíssimos em detalhes, envolvendo pessoas perfeitamente normais, mas alguns cientistas preferem simplesmente afirmar que essas pessoas são "loucas", no lugar de pesquisarem a história que elas contam. Esses cientistas deviam unir-se e provar cientificamente que os discos voadores não existem. Esses cientistas têm viseiras tão fechadas que, se alguém entregar um disco voador a eles, é mais do que provável que ainda assim eles não acreditarão.

Quando analisamos os seus depoimentos, principalmente em relação ao evento de 19/05/86, verificamos que são absolutamente infundados e totalmente desencontrados; nenhum deles parou para analisar os depoimentos das autoridades da Aeronáutica. Eles só conseguiram provar duas coisas. Primeiro: que não conseguem entender-se entre si. Segundo: na sua tentativa de provar que não era fenômeno extraterrestre, que não conhecem os fenômenos terrestres. E é lamentável que eles tenham dado tantas explicações, algumas totalmente conflitantes entre si. Acreditamos que eles devem ser bons profissionais, que realizam seus trabalhos como competência, mas tudo indica que nunca pesquisaram um único caso de disco voador.

Hipótese criada pelo site Mundo Grump:

Não há na Terra (pelo menos até o momento, aeronave capaz dessas manobras) temos aeronaves invisíveis ao radar, mas e a manobrabilidade? Se os americanos tivessem isso à mão em 1986, hoje isso já estaria equipando todo e qualquer avião de caça dos EUA e eles gastariam muito menos dinheiro em suas guerras. E isso não aconteceu, o que me faz descartar a possibilidade.

Defeito no radar? Tudo bem. É possível que um radar dê defeito. O Brasil teve, por décadas uma malha de radar capenga, com regiões de verdadeiros “buracos negros”, onde o radar não captava aeronaves. O controle aéreo comercial também não era lá dos melhores, mas quando levamos em conta mais de 50 registros de radares diversos, incluindo o dos caças, a coisa muda de figura. Que tipo de pane multiradar é esta que só ocorre uma vez?

Quando a coisa começou a se tornar muito cabeluda, surgiram aqueles pitaqueiros de sempre com uma ideia sensacional: Os “pilotos estavam seguindo o planeta Vênus!” Além de ser uma semi-piada, na medida em que vênus não aparece no radar, isso soa como uma frase pejorativa de péssimo gosto para com um piloto de caça, que passa a vida inteira treinando e se aprofundando em vôo de guerra e seus aspectos técnicos. O pior que isso nem é a primeira vez que acontece. Num outro famoso caso ocorrido nos EUA, o caso de George F. Gorman, herói de guerra que foi esculachado pela sua Força Aérea quando ela alegou que ele perseguiu e tentou abater a tiros o planeta Júpiter (que, veja que incrível, também apareceu no radar, e tudo foi visto com duas testemunhas oculares na Terra). E nem vou mencionar o ridículo Caso Mantell, ou o desparecimento do piloto Valentich na austrália, que BATEU no Ufo com o radio aberto, que gravou tudo antes dele desaparecer para sempre, sem destroços nem vestígios!

Vídeos:

Programa Fantástico - Rede Globo em 25/05/1986


Uma entrevista da Tv Manchete com um dos pilotos de caça (o que foi perseguido pelos 13 ufos)


Brincadeira, né? Pegar esses caras que arriscaram suas vidas, deixar eles darem entrevistas na Tv e depois dizer que eles todos se enganaram é sacanagem.

O fato é que um tempo depois, neguinho começou a “mudar a história”. Olha só:


Entrevista com Ozíres Silva, fundador da Embraer

No programa “95 On-Line” Ozíres Silva, fundador da Embraer e ex-ministro, fala da “Noite Oficial dos Ovnis” no Brasil em 1986, que ele presenciou.



Entrevista à Livraria da Folha, o ufólogo Marco Petit, coeditor da "Revista Ufo" e diretor do "Jornal Vimana", aponta para o fenômeno de 1986 como um dos mais relevantes para a ufologia mundial. Ouça AQUI. (parte da entrevista Bônus: Ouça Aqui.)

Em 25 de setembro de 2009 foi divulgado o relatório oficial da Força Aérea Brasileira sobre o caso, que diz: “Como conclusão dos fatos constantes observados, em quase todas as apresentações, este Comando é de parecer que os fenômenos são sólidos e refletem de certa forma inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores, como também voar em formação, não forçosamente tripulados.”.


Acesse o seguinte link para acessar o relatório confidencial sobre o evento, em formato pdf: Noite Oficial dos OVNIs.


Referencias:
http://www.ufo.com.br/videos/noiteoficial.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/764435-aeronautica-brasileira-perseguiu-ovnis-em-1986-ouca-ufologo.shtml
http://arquivoconfidencial.blogspot.com.br/2005/12/1986-noite-oficial-dos-ovnis.html
http://www.mundogump.com.br/19-de-maio-de-86-a-noite-oficial-dos-ufos-no-brasil/
http://www.jws.com.br/2014/09/a-noite-dos-ovnis-no-brasil-entrevista-com-ozires-silva-fundador-da-embraer/
http://ovnihoje.com/2012/07/05/relatorio-da-aeronautica-do-brasil-sobre-a-noite-oficial-dos-ovnis/

Hot da semana

Top 10 Países Mais Racistas do Mundo

O estranho e inexplicável fenômeno da chuva de pedras

10 Histórias de Navios Fantasmas